Marcadores

Mostrando postagens com marcador *A HISTÓRIA DA MÚSICA NO BRASIL E NO MUNDO*. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador *A HISTÓRIA DA MÚSICA NO BRASIL E NO MUNDO*. Mostrar todas as postagens

domingo, 6 de setembro de 2020

CANTORAS BRASILEIRAS: 10 GRANDES NOMES DA MÚSICA NACIONAL

 CHIQUINHA GONZAGA


Por muito tempo, a mulher só apareceu na música pelos olhos masculinos. Foi um longo processo até que elas conquistassem seu espaço nas letras e nos palcos. A primeira mulher profissional da música no Brasil foi Chiquinha Gonzaga, que inventou o gênero marchinha de carnaval lá em 1899. Depois dela, o número de mulheres ajudando a construir vários estilos musicais foi se tornando cada vez maior. Aliás, existem várias mulheres incríveis na nossa música que todo mundo precisa conhecer! Que tal relembrar mais cantoras brasileiras antigas que marcaram para sempre a história da música? Com estilos às vezes semelhantes, às vezes muito diferentes, cada uma delas tem seu lugar de destaque. Elas deixaram marcas que fazem da música brasileira o que ela é hoje!

ELIS REGINA


Nasceu em Porto Alegre, em 1945. Começou a cantar nas rádios ainda adolescente, se inspirando nas grandes musas da época. Apesar de suas influências terem vindo da bossa nova e das cantoras do rádio, Elis criou um jeito novo de interpretar e ficou conhecida pela carga emocional que colocava nas músicas. Ela interpretou e consagrou canções de compositores que na época ainda não eram famosos, como Belchior, Milton Nascimento, Ivan Lins e Renato Teixeira. Sua parceria com Tom Jobim rendeu vários trabalhos marcantes, como a música Águas de Março, que ficou famosa dentro e fora do Brasil. Elis recebeu 5 vezes o Troféu Imprensa de melhor cantora e foi eleita a melhor voz feminina da música brasileira pela Revista Rolling Stone em 2013. Ela ajudou a fundar o que hoje conhecemos como MPB, sendo a primeira mulher a se destacar nos festivais de música popular.

GAL COSTA


Nasceu no mesmo ano que Elis, mas no outro extremo do país, lá em Salvador. A música sempre esteve presente em sua vida: ela chegou até a trabalhar como balconista em uma loja de discos. Ao lado de nomes como Caetano Veloso e Maria Bethânia, Gal ajudou a construir o cenário da música na Bahia. Transitando entre bossa nova, samba, música psicodélica e MPB, teve participação importante no movimento tropicalista e ficou conhecida como musa da tropicália. Gal desafiou os padrões conservadores sobre a mulher na década de 60, abusando de sua sensualidade. Além disso, ela também desafiou os padrões da própria MPB ao misturar a sonoridade do rock em algumas de suas músicas. Seu primeiro grande sucesso foi Baby, composição de Caetano Veloso, que se tornou um clássico da música brasileira.

BETH CARVALHO


Ficou conhecida como madrinha do samba por ter ajudado a revelar grandes nomes do estilo, como Arlindo Cruz e Zeca Pagodinho. Nascida no Rio de Janeiro em 1946, ela começou a carreira na música como professora de violão. Beth quebrou barreiras no samba e ajudou o estilo tradicionalmente brasileiro a crescer e se espalhar pelo mundo. Ela fez shows em diversos países e chegou a representar o Brasil na Olimpíada Mundial da Canção, em Atenas, Grécia. Seu primeiro grande sucesso foi Andança, apresentada no Festival Internacional da Canção de 1968, e até hoje é uma de suas músicas mais ouvidas. Com problemas de saúde, a cantora chegou a se apresentar deitada e cumpriu seu compromisso de cantar até o fim — Beth Carvalho faleceu no dia 30 de abril de 2019, deixando uma extensa obra cheia de sucessos.


MARIA BETHÂNIA


É de Santo Amaro, no interior da Bahia. Ela se mudou para Salvador para estudar e foi lá que começou sua carreira nos palcos, se apresentando ao lado de outros artistas iniciantes, como Gal Costa e Gilberto Gil, e de seu irmão Caetano Veloso. Foi em uma dessas apresentações que ela conheceu Nara Leão, na época já um grande nome da bossa nova. Quando Nara precisou se afastar do espetáculo Opinião por problemas de saúde, convidou Bethânia para assumir seu lugar — de cara, a cantora já interpretou seu primeiro sucesso, a música Carcará. Maria Bethânia ganhou destaque no começo de sua carreira por ter uma voz forte e imponente. Além disso, ficou conhecida por questionar os padrões de beleza da época, se apresentando com os cabelos soltos e volumosos, roupas largas e pés descalços.


ALCIONE


Filha de um professor de música, Alcione aprendeu a tocar trompete e clarinete aos 9 anos de idade. Aos 12, a sambista já se apresentava profissionalmente em São Luís, sua cidade natal. Se formou professora por exigência do pai, mas logo em seguida se mudou para o Rio de Janeiro para se dedicar à carreira musical. A rainha do samba é dona de vários grandes sucessos, como Meu Ébano. A música Não Deixe o Samba Morrer, composta por Edson Conceição e Aloísio Silva e gravada por Alcione em 1975, virou um clássico do samba e já foi regravada por vários artistas. Em uma entrevista recente, questionada sobre os diferentes discursos sobre a mulher que suas músicas trazem, Alcione afirmou que todas essas mulheres existem em algum lugar, que cada uma delas tem uma história diferente e que a vida tem espaço para todas elas.


ELZA SOARES


Teve que se casar aos 12 anos de idade, passou fome, viu quatro filhos morrerem e teve uma filha sequestrada que ficou anos desaparecida. A cantora também teve sua casa atacada durante a ditadura militar e precisou passar seis anos fora do Brasil. Com tantos dramas, a música e a história de Elza foram vistas por muito tempo como sinônimo de sofrimento, até que ela decidiu mudar de vez essa imagem. Com voz e postura imponentes, ela se mostrou uma mulher forte e empoderada, disposta a usar sua imagem para encorajar outras mulheres. Hoje, ela canta sobre feminismo e sobre preconceito racial, entre outras questões sociais. Sua música Mulher do Fim do Mundo foi tema da série brasileira 3%, e é hoje uma de suas canções de maior sucesso.


RITA LEE


Desde o início de sua carreira, Rita Lee cantou sobre temas inéditos envolvendo a feminilidade e o papel da mulher, e usou suas músicas para homenagear outras mulheres icônicas da história brasileira, como Luz del Fuego, Patrícia Galvão e Leila Diniz. Ela alcançou a fama como vocalista da banda Os Mutantes no fim da década de 60, mas foi em carreira solo que se consagrou como rainha do rock. Rita se aposentou dos palcos em 2012, aos 65 anos de idade, e afirma que agora está lidando com o maior tabu feminino da atualidade: o envelhecimento. Agora Só Falta Você foi um dos singles do álbum Fruto Proibido, lançado em 1975 e até hoje considerado um dos maiores marcos na história do rock nacional.

ELBA RAMALHO


Começou a carreira musical como baterista. Nascida na Paraíba, ela se mudou para o Rio de Janeiro para investir na música, mas acabou se tornando atriz de teatro. Viveu da atuação até o fim da década de 70, quando sua carreira musical finalmente começou a emplacar. Hoje ela é bicampeã do Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Regional. Elba Ramalho foi responsável por ajudar a disseminar a música nordestina por todo o Brasil. Bate Coração foi um de seus primeiros sucessos a entrar nas paradas musicais e ainda é uma de suas músicas mais ouvidas.

FAFÁ DE BELÉM


Ficou conhecida por todo o Brasil em 1975, quando sua música Filho da Bahia fez parte da novela Gabriela. Antes disso, ainda adolescente, ela fugia de casa para se apresentar escondida dos pais nos bares de Belém. Fafá participou ativamente do movimento Diretas Já, se apresentando gratuitamente nas passeatas. Foi nessa época que sua interpretação do Hino Nacional Brasileiro ficou famosa. Uma de suas músicas mais ouvidas é Vermelho, que ela usa como uma homenagem à Amazônia e aos povos indígenas.

CÁSSIA ELLER


Mais uma cantora da lista que nos deixou antes da hora, Cássia Eller foi um ícone do rock brasileiro. Antes do sucesso, ela trabalhou em duas óperas de Brasília como corista, tocou samba e cantou em um grupo de forró. Cássia se mudou sozinha para Belo Horizonte aos 19 anos, e seu primeiro emprego na capital mineira foi como servente de pedreiro, além de cantar nos barzinhos, é claro. Sua carreira decolou em 1989, depois que ela gravou uma versão da música Por Enquanto, composição de Renato Russo. Com sua postura intensa no palco, ela interpretou canções de grandes compositores, como Cazuza, Chico Buarque e Nando Reis, com quem teve uma parceria de muito sucesso. Apesar de suas várias músicas famosas, não dá pra falar em Cássia Eller sem lembrar de Malandragem. Essas são algumas das mulheres que marcaram a história da música brasileira. Gostou do texto? Que tal ouvir um pouquinho mais de MPB?

segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

BRASILEIRA É 1ª ARTISTA NA HISTÓRIA A LANÇAR MÚSICA COM PERFORMANCE HOLOGRÁFICA


Cantora e compositora Laura Rizzotto produziu música através de uma performance volumétrica em realidade aumentada; tecnologia foi desenvolvida por empresa da Califórnia. Imagine-se deitado no sofá de casa e o seu ídolo na sua frente, cantando e dançando só para você.

Ou quem sabe no seu parque predileto, na praia deserta ou na festa entre amigos. A tecnologia já nos presenteia com esses 'truques', apesar da projeção ser virtual, em forma de holograma, e o calor humano sentido apenas pelo embalar da performance.

A cantora e compositora brasileira Laura Rizzotto é a primeira artista no mundo a lançar uma música através de uma performance volumétrica em realidade aumentada. A empresa Metastage, com sede na Califórnia, desenvolveu um aplicativo que, instalado no celular, pode levar a Laura para cantar onde o usuário quiser.

"Eu topei de primeira, porque quando vi o projeto pensei: nossa isso vai mudar toda a indústria de entretenimento, só de você poder ver algo tão realista, tão próximo. É também uma outra maneira de o artista se conectar com seus fãs e de você compartilhar uma experiência, porque depois da experiência virtual a performance vira o que você quiser.

O legal é que a gente fez história com esse lançamento, que é a primeira música nova a ser lançada com uma performance volumétrica, esse holograma em realidade aumentada", diz Laura. Pelo aplicativo Metastage é possível assistir a dois clipes da cantora. O primeiro é com a música que está sendo lançada agora, "One More Night" (Uma Noite Mais).

O segundo clipe é de seu maior sucesso até hoje, a canção "Funny Girl" (Garota Engraçada), com a qual a brasileira participou do Eurovisão, maior festival de música do mundo, representando a Letônia, país de sua ascendência paterna. Apesar de estar acostumada com os palcos, que frequenta há pelo menos 10 anos, a cantora de 25 anos teve que encarar mais de uma centena de câmeras em 360 graus para se transformar em holograma.

"É outro mundo, porque quando eu estou fazendo performance para um videoclipe, estou olhando para uma câmera e tem um foco. Para essa nova experiência foram 106 câmeras em volta de mim, em todos os ângulos possíveis. Você tem que estar no personagem o tempo inteiro e tem que ser gravado em um take só, sem cortes, não pode ter nenhum erro, além de estar sincronizado com a voz".

Trabalho em Família

Laura conta que teve dias que trabalhou 16 horas. Tanto na parte técnica quando criativa, ela tem o apoio da irmã, Carolina Rizzotto, que trabalha com realidade virtual e aumentada e é uma das produtoras do aplicativo. "Eu não diria que está no início dessa tecnologia, porque a realidade aumentada e virtual é algo que está sendo discutida há muitos anos.

Mas há muito para melhorar nessa tecnologia. Há certas limitações que podem ser melhoradas, isso nas várias empresas da área do mundo inteiro, e é esse o desafio. Quando você trabalha com uma tecnologia tão nova, tem que justamente puxar e empurrar os limites e ir além do que já foi oferecido até agora", comenta a produtora.

Carolina, que é também produtora de conteúdo, registrou em vídeo o longo processo por detrás das câmerase o passo a passo de como usar o aplicativo. As irmãs Rizzotto contam que os fãs já começaram a enviar a releitura dessa experiência e mandam vídeos criativos mostrando como a arte se transforma na mão do espectador.

"Teve um pessoal aqui em Los Angeles que fez vários vídeos engraçados. Na cozinha, pegaram bomba de encher pneu de bicicleta e me fizeram crescer. Também me colocaram para dançar na catedral de Milão, outros agora estão aprendendo a coreografia, já que dá pra me ver dançando em vários ângulos.

O pessoal está ficando criativo", conta Laura. A empresa Metastage, com sede na Califórnia, desenvolveu um aplicativo e com ele no celular o usuário pode levar a Laura para cantar onde quiser.



Sobre a Cantora

Laura Rizzoto é carioca, de Ipanema, canta desde criança, mas começou a se apresentar profissionalmente aos 15 anos já com canções próprias, na noite do Rio de Janeiro. Aos 16, assinou o primeiro contrato para gravação de CD autoral com a Universal Music do Brasil.

Mora há oito anos nos Estados Unidos onde fez faculdade e mestrado em Música, na Universidade de Columbia. Agora, tenta a carreira em Hollywood e já tem mais de 100 canções originais publicadas, a maioria em inglês.

"Toda carreira tem suas dificuldade e eu sempre soube que teriam obstáculos, vejo isso como parte natural do processo, não como um problema. Também acho que estar aqui mudou muita coisa para mim porque eu estou rodeada de gente criativa, que quer fazer o que eu também quero o tempo inteiro, com visões de mundo diferentes.

Los Angeles realmente é o coração da indústria de entretenimento, o pessoal vem do mundo inteiro para poder estar aqui, pra criar. Você estar rodeado dessa energia é maravilhoso. É muito ralação, é! Mas eu não vim aqui para estar de férias", finaliza Laura.

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

O PODER DA MÚSICA EM NOSSAS VIDAS E SUAS INFLUÊNCIAS



COMO E POR QUE A MÚSICA INFLUENCIA NOSSOS SENTIMENTOS?

Não é difícil perceber o quanto a música influencia nossos sentimentos, não é mesmo? Basta aquela música favorita começar a tocar no rádio para que o humor melhore de uma hora para outra. De repente nos vemos a cantar e a lembrar de momentos bons e divertidos que passamos na companhia daqueles acordes. Algumas músicas também podem trazer outras sensações, como tristeza, saudade, medo e até ansiedade. O mais interessante disso tudo é que, isso, não é somente uma sensação.

Na idade média, civilizações como a indiana, chinesa e egípcia, por exemplo, já utilizavam a música como um instrumento de cura. Enquanto isso, outras utilizavam cantigas e músicas para aumentar a produtividade no trabalho e manter o ritmo com todas as pessoas envolvidas no processo. Isso pode acontecer porque o corpo reage ao ritmo da música e as vibrações são capazes de mudar nosso estado de espírito. Com isso, são despertadas emoções que acabam influenciando no bom ou mal funcionamento do nosso corpo como um todo.

Algumas teorias e estudos sérios na área, inclusive, tentam comprovar as alterações que acontecem nas células e nos órgãos exatamente no momento em que as emoções são liberadas com determinada música. Assim, descobriram que músicas mais calmas e tranquilas são capazes de diminuir os batimentos cardíacos, acalmar a mente e transmitir uma sensação de paz e tranquilidade.

Enquanto isso também chegou à conclusão de que algumas músicas mais agitadas e pulsantes são capazes de fazer com que as batidas do coração acompanhem o mesmo compasso, causando uma sensação diferenciada e uma vontade de movimento e ação. Dependendo da pessoa, da música e de como o teste é aplicado, o ritmo também pode causar sensações ruins como ansiedade e inquietação. 

Ou seja, mais do que simplesmente um sentimento com relação ao som, a música é capaz de alterar os processos fisiológicos e o cérebro libera hormônios que ora trazem uma sensação de prazer, ora de desconforto. E isso nem sempre está ligado com a letra da música em si, mas sim com seus acordes, batidas e afins. Mas nem todas as pessoas sentem as mesmas coisas do mesmo jeito. Por isso, uma precisa encontrar qual o tipo de música que mais lhe acalma ou deixa feliz no cotidiano para aproveitar os benefícios que este tipo de sensação pode proporcionar. 

Além do ritmo e do estilo musical, as sensações que a música traz para nossa vida também são fruto das memórias e das experiências que tivemos ao ouvi-las. Então o ideal é encontrar aquelas que mais trazem sentimentos e pensamentos positivos. A música faz parte da nossa humanidade e é uma das formas mais belas de representar o que sentimos, o que desejamos e como compreendemos o mundo.





segunda-feira, 12 de agosto de 2019

A INFLUÊNCIA E IMPORTÂNCIA DA MÚSICA NA VIDA INFANTIL


O voo dos pássaros, a chuva caindo, o vento na janela, portas e gavetas abrindo e fechando. Desde cedo os sons e ritmos exercem uma forte atração sobre nós, podemos notar isso nitidamente quando vemos bebês, que nem se quer aprenderam a falar, movimentando o corpo e tentando cantarolar quando escutam música ou então como eles prestam atenção nos sons ao seu redor.

A música no dia a dia, tem o poder de acalmar e disciplinar uma criança, portanto facilita a aprendizagem, seja ela formal ou no âmbito familiar. A musicalização na educação infantil desperta o gosto musical, sensibilidade, criatividade, concentração, imaginação, memória, socialização e ritmo.

O contato com instrumentos musicais, ritmos do mundo, dança (lembrando que o movimento corporal está muito conectado à música), proporcionam momentos de expressão e comunicação. Por ter um caráter lúdico e expressivo, as atividades realizadas com músicas na escola auxiliam na desinibição das crianças, contribuindo assim para sua interação no meio social.

Outro ponto interessante é mostrar para as crianças a diversidade de estilos e gêneros musicais existentes ao redor do mundo, pois assim eles poderão comparar as diferenças e semelhanças de estilos de um local para o outro, além de conhecer instrumentos musicais diferentes dos utilizados em seu pais. Colocar os alunos em contato com o maior número de gêneros musicais expandirá seu universo musical.

Procure oferecer às crianças essa vivência, pois isso fará com que elas possam aprender a escutar com atenção obras musicais, distinguir diferentes sonoridades e apreciar a beleza dos sons. Além de contribuir para a formação musical dos pequenos, essa é uma ferramenta de ensino que proporciona respeito e reflexão, valores muitos importantes na vida.

A Musicalização na Educação Infantil

· Aguçar o senso rítmico e a percepção visual

· Ampliar ou desenvolver o gosto pela música

· Trabalhar a coordenação motora

· Desenvolver a sociabilidade e afetividade

O Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil aborda a importância de trabalhar com Artes em suas diferentes linguagens, dentre elas a música. Assim, tratando-se da música, o enfoque concentra-se na musicalização e não em educação musical. A partir da musicalização, pretende-se viabilizar a vivência e a reflexão sobre as questões musicais, por meio da expressão e sensibilização, com a perspectiva de que o indivíduo desenvolva habilidades, formule hipóteses e elabore conceitos sobre a música.

A abordagem demonstra ser muito significativa para o desenvolvimento dos estudantes, como forma de conhecimento e expressão ao alcance de bebês e crianças, assim como também atua na inclusão daquelas que apresentam necessidades especiais (BRASIL, 1998). O processo de construção do conhecimento envolvendo musicalização favorece o desenvolvimento afetivo da criança e aumenta a atividade cerebral. Sendo assim, melhora seu desempenho, proporcionando avanços relacionados à sensibilidade, à criatividade, ao senso rítmico, à imaginação, à memória, à concentração, à atenção, à autodisciplina, ao respeito ao próximo, à socialização e à apreciação musical.

Além disso, corrobora em uma efetiva consciência corporal e motora, favorecendo a integração social do sujeito (BRÉSCIA, 2003). Por não se caracterizar como um ser estático, a criança interage durante todo o tempo com o meio. A música tem o caráter de promover essa interação, pois carrega em si emoções, ideologias e histórias que muitas vezes se identificam com as de quem ouve (GONÇALVES et al., 2009). 

Assim, a música demonstra ser de grande relevância na Educação Infantil. Portanto, observa-se que é muito importante considerar o seu uso nas atividades de expressão física e com brinquedos, nos exercícios de ginástica e rítmicos, nos jogos e nas rodas cantadas. Essa prática possibilita o desenvolvimento da linguagem corporal, em uma organização temporal, espacial e energética. A principal comunicação da criança ocorre por meio de sua expressão corporal e, cantando, ela é seu próprio eu, seu próprio instrumento (ROSA, 1990).

A vivência musical integra experiências em torno da prática e percepção, por meio do desenvolvimento e compreensão de brincadeiras que incluem ouvir, cantar, realizar jogos e/ou brincar de roda. A partir disso, as crianças começam a dominar tais conteúdos, o que permite uma transformação e recriação dos componentes das atividades citadas. O trabalho com a música também contempla a movimentação corporal, pois o som é uma onda que, ao se propagar e ser recebida pelo indivíduo, é interpretada pelo seu corpo e integrada em forma de gesto. Os movimentos de locomoção, os quais envolvem saltitar, galopar, correr, entre outros, e os de flexão, como balanceio, torção, estiramento, fazem relação direta com os diferentes gestos sonoros (BRASIL, 1998).

O conhecimento da linguagem musical por meio da musicalização, de acordo com Barreto (2000), se constrói com base em vivências e reflexões orientadas, as quais proporcionam o desenvolvimento da sensibilidade à música. Esse, por sua vez, ativa o desenvolvimento cognitivo, que favorece a construção significativa dos conhecimentos, equilibrando o terreno das emoções e estimulando as várias áreas cerebrais, o que melhora a concentração, memória, coordenação motora, socialização, acuidade auditiva e disciplina.

Em consonância, Bréscia (2003) diz que a música na vida das pessoas favorece melhorias na concentração e eleva o desempenho na aprendizagem de matemática, leitura e demais habilidades linguísticas. De acordo com o exposto por Snyders (1997), nota-se que a música não deve se fechar em seu próprio campo, sendo importante sua intervenção na interdisciplinaridade, de forma que sua colaboração possa repercutir positivamente. O trabalho em comum envolvendo outras áreas, tais como linguagem, matemática, movimento, artes visuais, natureza e sociedade é de grande relevância, uma vez que a partir da participação e contribuição delas, ocorre a ampliação da possibilidade de atingir resultados satisfatórios na instituição de ensino.

No contexto contemporâneo, o estímulo visual se sobrepõe aos auditivos de maneira implacável, e esses com o qual se convive se resume em uma quantidade exorbitante de ruídos. Com isso, a condição do desenvolvimento auditivo diminui. A escola tem o papel fundamental de desenvolver a escuta sensível e ativa nas crianças. Em razão disso, se faz necessário um trabalho que explore o universo sonoro, proporcione situações em que ela ouça com atenção, analise, compare e busque identificar diferentes fontes sonoras. Com a viabilização da proposta de musicalização, a criança estará ampliando sua capacidade auditiva, exercitando a atenção, concentração e a capacidade de análise e seleção de sons.

Dessa forma, torna-se possível identificar a importância das escolas em desenvolver seu trabalho visando à equidade, a fim de que todas as crianças, independente dos estímulos que recebem em virtude do ambiente sociocultural de que provenham, possam ter a oportunidade e condições para se educarem musicalmente (MARSICO,1982). Sobre a abordagem musical na escola, Gainza (1988) afirma que ela tem o objetivo de contribuir com a formação integral do ser, e não efetivamente formar músicos.

As propostas visam ao entendimento da linguagem musical por meio da vivência, favorecendo a abertura de canais sensoriais, os quais viabilizam a expressão de emoções, que por sua vez contribuem para a ampliação da cultura geral de forma prazerosa. A autora ainda informa que a musicalização pode contribuir com uma série de benefícios para a saúde, como, por exemplo, a prevenção de doenças, já que proporciona o alívio de tensões decorrentes da instabilidade emocional e fadiga. Além disso, por meio do estímulo musical e sonoro, a comunicação e descarga emocional promovem processos de expressão e, tratando-se do mental, oferece situações que contribuem para estimular e desenvolver o sentido da ordem, harmonia, organização e compreensão.


Segundo Penna (1990), a musicalização é um momento da educação musical no qual o indivíduo, por meio da vivência sonora, poderá construir conceitos que possibilitem a absorção das estruturas musicais enquanto elementos de uma linguagem. Tal trabalho desenvolve instrumentos de percepção importantes, a fim de que a pessoa seja sensível à música e possa absorvê-la, recebendo o material sonoro ou musical relacionado e articulado com suas experiências acumuladas e compatíveis com os esquemas de percepções desenvolvidas.

Dicas

Filmes

Escola de Rock

Quase Famosos

Sem Rumo

O Som do Coração

Whiplash - em Busca da Perfeição

Encruzilhada

Detroit, a cidade do Rock

Gonzaga, de Pai Para Filho

Amadeus

Entre Outros

Filmes de Dança – Ritmos

Dirty Dancing

Salsa


Flash Dance

Os Embalos de Sábado a Noite

O Cisne Negro

Entre Outros

Filmes Musicais

Os Miseráveis

Aquarius

Evita 

La La Land

A Noviça Rebelde

Entre Outros

Séries

Glee

Empire

Dance Academy

Backstage

Star

Entre Outros

Livros

Kill Your Friends



segunda-feira, 5 de agosto de 2019

RITMOS MUSICAIS MAIS CONHECIDOS NO BRASIL

Axé: Também chamado de samba reggae, o ritmo surgiu na década de 1980 em Salvador, na Bahia, nos carnavais de rua. Para acompanhar as novas batidas de samba e os sons que surgiam a cada ano, os blocos foram incrementando cada vez mais as suas coreografias, mistura frevo pernambucano, ritmos afro brasileiros, reggae, merengue forró, maracatu afro latinos.


Calango: Dança de Minas Gerais, em passos de samba ou tango, na qual se destaca um cantador que faz quadras de improviso, seguidas de um refrão cantado por todos os presentes.


Carimbó: Dança de roda ao ritmo do reco-reco, do pandeiro e do carimbó, um atabaque de cerca de um metro de comprimento, cavado num tronco. Nesta dança, uma bailarina se coloca no centro da roda e, com movimentos rápidos e trejeitos, procura encobrir o parceiro mais próximo com sua ampla saia. Se não consegue, cede lugar a outra. É típica da ilha de Marajó e do Nordeste em geral.


Cateretê: Remonta à época colonial, tendo surgido na zona rural do Sul do país. Duas colunas de homens sapateiam e batem palmas ritmadas, comandadas por um violeiro. Também é conhecido como catira.


Choro: O choro é um gênero musical genuinamente carioca. Em meados do século XIX, músicos amadores começaram a formar conjuntos baseados no violão e no cavaquinho. Com o tempo, a flauta foi admitida. O trio de instrumentos deu origem ao choro.


Chula: Dança típica do Rio Grande do Sul, com origens portuguesas. À base de sapateado, ela exige habilidade no corpo e força física nos pés.


Ciranda: Dança de roda para crianças. Mas no interior paulista também é um bailado de adultos, que termina em duas rodas de pares, os homens na de dentro e as mulheres na de fora.


Coco de Roda: O coco, dança típica das regiões praieiras do Nordeste, tem uma forte influência dos batuques africanos. Ele é guiado por um canto e por palmas rítmicas dos componentes, ganzá e cuícas. Na coreografia, existem também as marcações dos bailados indígenas dos tupis. O coco nasceu como um folguedo da época junina, mas é dançado também em outras épocas do ano.


Dança do Boi: Foi a resposta dos estados do Norte para o sucesso do axé, embora já fosse executada pelos povos nativos da região há pelo menos um século. Procura retratar alguns elementos da natureza, entre eles os animais. Os movimentos de braços e quadris e as coreografias peculiares a cada tipo de música são as marcas registradas desta dança. O grupo Carrapicho foi o responsável por sua popularização.


Forró: O forró surgiu no início do século XX nas casas de dança das cidades nordestinas. Existem três estilos, marcados pelo som de zabumbas, triângulos e sanfonas. O xote, de origem europeia e ideal para os iniciantes, é mais lento; consiste em dar dois passos (pulinhos) para um lado e dois para o outro.

O baião é o mais rápido e exige um pouco de deslocamento. Ele foi criado no final da década de 1940 por violeiros que queriam recuperar o lundu, ritmo africano que fez sucesso no Brasil no século XVIII.

No xaxado, os movimentos são marcados por um dos pés batendo no chão. Sobre a origem do nome, existem duas versões. Segundo o escritor, crítico musical e historiador José Ramos Tinhorão, a palavra "forró" vem de "forrobodó", que significa "confusão", "bagunça".

A outra versão conta que durante a Segunda Guerra, os Estados Unidos instalaram uma base militar em Natal, no Rio Grande do Norte. Quinze mil soldados americanos influenciaram a vida da população da cidade, com seus costumes e eletrodomésticos.

Dizem que esses locais em que havia bailes eram conhecidos como "for all" ("para todos", em inglês). A população, no entanto, pronunciava "forrol", que virou "forró".


Fricote: O som lembra o da lambada, mas a marcação do ritmo se destaca mais; tem mais batucada e menos teclado, além de sopros, fraseados musicais típicos da América Central. Não se dança de corpo colado. O fricote nasceu no Nordeste.


Gafieira: Apareceu na década de 1920, nos salões cariocas de dança. Esses lugares eram conhecidos como gafieiras, palavra que vem de gafe (segundo os mais tarimbados, muitos frequentadores dançavam de qualquer jeito, cometendo uma série de gafes). O ritmo é uma mistura de samba e de chorinho.


Lambada: Inspirada no carimbó, dança folclórica do Pará, a lambada surgiu na década de 1970 e fez grande sucesso na Bahia. Sofreu influência de vários ritmos como o zouk (dança típica das Antilhas francesas), a salsa e o merengue, entre outros ritmos caribenhos. O grupo Kaoma, depois de uma consagradora temporada na Europa, no final da década de 1980, fez o país inteiro dançar de pernas coladas.


Lundu: De origem angolana e influência hispano-árabe, o lundu é uma atração da ilha de Marajó. Trata-se de uma dança extremamente sensual, que esteve perto de desaparecer porque era considerada um "diabólico folguedo" de escravos.


Maxixe: Os inventores do choro importaram, em 1844, um ritmo de sucesso na Europa, a polca tcheca, mas não a mantiveram tal e qual. O maxixe surgiu nos salões cariocas por volta de 1875. A execução dessa dança cheia de malícia é difícil. Nos tempos da República Velha, os casais se balançavam para a frente e para trás, de barriga colada, aos acordes de Chiquinha Gonzaga e Pixinguinha.


Pagode: Baseando-se no samba, o carioca criou a gafieira e o paulistano inventou o pagode. É uma reunião com muita música, dança e comida, que aparece pela primeira vez em 1873. Mas ela ficou esquecida, só voltando com força em 1980, durante as reuniões de boteco ou de fundo de quintal. Os ritmistas se encontravam para fazerem uma sambinha cadenciado e sempre havia aqueles que ensaiavam alguns passinhos a dois.


Partido Alto: Roda de samba na qual se distingue um dançarino solista. A música tem um refrão que é repetido por todos a cada quadra improvisada. Ganhou destaque principalmente no Rio de Janeiro, para onde foi levado por negros da Bahia.


Samba: A palavra é de uma língua africana chamada banto, falada na Angola. Deriva ou do termo "samba" (bater umbigo com umbigo), ou de "sam" (pagar) e de "ba" (receber). Nas antigas rodas de escravos se praticava a umbigada, dança em que dois participantes davam bordoadas um no baixo-ventre do outro. O Dia Nacional do Samba é comemorado em 2 de dezembro.


Xaxado: Bailado em que os dançarinos formam fila indiana e dançam em círculo. Movimentos: sapateiam-se três a quatro vezes com o pé direito, deslizando-se em seguida o esquerdo, ao som da zabumba. Foi popularizado pelos cangaceiros de Lampião, que o dançavam para comemorar vitórias. Típico do interior pernambucano.


Funk: O funk é um estilo musical que surgiu através da música negra norte-americana no final da década de 1960. Na verdade, o funk se originou a partir da soul music, tendo uma batida mais pronunciada e algumas influências do R&B, rock e da música psicodélica. De fato, as características desse estilo musical são: ritmo sincopado, a densa linha de baixo, uma seção de metais forte e rítmica, além de uma percussão (batida) marcante e dançante. No início, o estilo era considerado indecente, pois a palavra “funk” tinha conotações sexuais na língua inglesa. O funk acabou incorporando a característica, tem uma música com um ritmo mais lento e dançante, sexy, solto, com frases repetidas.

O derivado do funk mais presente no Brasil é o funk carioca. Na verdade, essa alteração surgiu nos anos 80 e foi influenciada por um novo ritmo originário da Flórida, o Miami que dispunha de músicas erotizadas e batidas mais rápidas. Depois de 1989, os bailes funk começaram a atrair muitas pessoas. Inicialmente as letras falavam sobre drogas, armas e a vida nas favelas, posteriormente a temática principal do funk veio a ser a erótica, com letras de conotação sexual e de duplo sentido. O funk carioca é bastante popular em várias partes do Brasil e inclusive no exterior, chegou a ser uma das grandes sensações do verão europeu em 2005.


Outros Ritmos Musicais ao Redor do Mundo

· Música Pop


· Fado


· Tango


· Reggae


· Country


· New Age


· Eletrônica


· Folclórica


· Zouke


· Kuduro


· Zumba


· Zarzuela


· Música Clássica

segunda-feira, 29 de julho de 2019

A IMPORTÂNCIA DO FÃ!


Um fã, abreviatura do inglês estadunidense fanatic, "fanático" é uma pessoa dedicada a expressar sua admiração por uma pessoa, grupo, ideia, esporte ou mesmo um objeto inanimado (por exemplo, um automóvel ou um modelo de computador).

O Dia do fã é uma data comemorada em São Paulo no dia 18 de Março.

Esta data foi oficializada pela Câmara dos Vereadores de São Paulo pela lei 13 868, de 7 de julho de 2004, e foi comemorado pela primeira vez em 2005 com o apoio dos dirigentes do Memorial do Imigrante.

Em 2015, com o apoio das Faculdades Sumaré, aconteceu a 11ª Edição do Evento.

Um cantor, conjunto musical, banda etc, não é nada sem seus fãs, pois eles sustentam a indústria musical frequentando seus shows e comprando os produtos lançados por artistas.

segunda-feira, 22 de julho de 2019

COMPOSITORES CLÁSSICOS MAIS INFLUENTES


Frédéric Chopin

A música de Chopin para o piano combinava um senso rítmico único, e o uso frequente do cromatismo e do contraponto a partir do qual associava à beleza melódica uma não menos bela e vigorosa linha do baixo. Essa mistura produz uma sonoridade particularmente delicada na melodia e na harmonia, que são, todavia, sustentadas por sólidas e interessantes técnicas harmônicas.

Ele levou o novo gênero de salão do noturno, inventado por John Field, a um nível mais sofisticado. Ele também manteve formas de dança popular, como a mazurca polonesa e a valsa, a valsa vienense, com uma maior variedade de melodia e de expressão. Chopin foi o primeiro a escrever baladas e scherzi como peças individuais. Chopin também tomou o exemplo dos prelúdios e fugas de Bach, transformando o gênero em seus próprios prelúdios.

Muitas das peças de Chopin tornaram-se bastante conhecidas — por exemplo, o Estudo Revolucionário (Op. 10, nº 12), a Valsa Minuto (Op. 64, nº 1) e o terceiro movimento de sua sonata Marcha Fúnebre (Op. 35), que é frequentemente utilizada como uma representação icástica de luto, além da Grande valse brilhante (Op. 18, nº 1).

O Estudo Revolucionário não foi escrito tendo-se em mente a fracassada revolta da Polônia contra a Rússia; ele simplesmente surgiu naquela época. A Marcha Fúnebre foi escrita antes do resto da sonata na qual foi contida, mas a ocasião exata não é conhecida; aparentemente não foi inspirada em qualquer perda pessoal específica.

Outras melodias foram utilizadas como base de suas canções populares, como a lenta passagem de Fantaisie-Impromptu (Op. posth. 66) e a primeira seção do estudo Op. 10 nº 3. Essas peças muitas vezes contam com um cromatismo intenso e personalizado, bem como uma curva melódica que lembra as operas nos dias de Chopin — as óperas de Gioacchino Rossini, Gaetano Donizetti e especialmente Bellini. Chopin utilizava o piano para recriar a graciosidade da voz que cantava, e sempre falava e escrevia sobre os cantores.

As inovações técnicas de Chopin também se tornaram influentes. Seus prelúdios (Op. 28) e estudos (Opp. 10 e 25) tornaram-se rapidamente obras-modelo, e inspiraram tanto os Estudos Transcendentais de Liszt como os Estudos Sinfônicos de Schumann, Alexander Scriabin também foi influenciado por Chopin.

Toda a obra de Chopin envolve o piano, tanto solo como acompanhado. Seu trabalho, predominantemente para solos de pianos, inclui um pequeno número de obras para vários conjuntos, incluindo um segundo piano, violino, violoncelo, voz ou orquestra. Tem-se conhecimento de 264 obras de Chopin, sendo que alguns manuscritos e pedaços de sua infância foram perdidos com o tempo.


Georg Friedrich Händel

Ele compôs 42 óperas e 25 oratórios, entre eles "Messias", com a famosa "Halleluja". Mas Georg Friedrich Händel (1685-1759) ficou famoso também pela sua "música da água" e "música dos fogos de artifício", composta para os reis britânicos George I e George II. HändelHändel só conseguiu seguir a carreira de músico graças ao incentivo do Duque de Saxônia-Weissenfels, para quem ele se apresentou tocando órgão com apenas 7 anos.

Uma placa lembra esse acontecimento no castelo Augustusburg em Weissenfels. Händel teve seus primeiros sucessos como compositor de óperas em Hamburgo. Na estreia de "Almira", sua primeira ópera, ele ainda nem tinha completado 20 anos. Mas suas óperas foram ainda mais populares na Inglaterra, onde ele passou, por isso, quase 50 anos de sua vida. Com certa razão, a Inglaterra tem orgulho do "seu" George Frideric Handel, ao lado de Johann Sebastian Bach um dos maiores músicos alemãs da época do Barroco, compositor de óperas, oratórios e concertos.

A grande maioria dos Oratórios de Handel trata de temas do Antigo Testamento, como p.ex. José e seus Irmãos (1743), Belsazar (1744), Judas Maccabaeus (1746), Josué (1747), Susana (1748). Além do Messias somente o Oratório Theodora (1749) tem cunho cristão; Trata do martírio de Theodora e de Dídimo, um oficial romano convertido por intermédio dela. Quando Handel trabalhou no seu último Oratório, intitulado Jephtha (1751), sentiu que sua visão estava diminuindo.


Franz Joseph Haynd

Franz Joseph Haydn é considerado o "Pai da Sinfonia". Compôs mais de 100 delas, além de 83 quartetos de cordas e dezenas de criações em diversos gêneros instrumentais e vocais, sacros e profanos. O segundo movimento de seu Quarteto “Imperador”, de 1797, foi posteriormente adotado como Hino Nacional da Alemanha. Anos mais tarde, integrou o coro de meninos da Catedral de Santo Estêvão. Aos 17, com a mudança de voz, foi demitido do grupo. Para sobreviver, deu aulas e tocou órgão nas igrejas e violino em bailes e tavernas.

Durante esse período, como musicista autônomo, conheceu o compositor italiano Niccolò Porpora, com quem aprendeu os principais fundamentos da composição. Escreveu seu primeiro quarteto de cordas e, em 1752, a ópera cômica O diabo coxo. Sua reputação crescia gradualmente. Em 1759, foi nomeado diretor musical da câmara do conde Karl von Morzin, da Boêmia. Nesse cargo, escreveu suas primeiras sinfonias. Em 1761, Haydn é contratado, pelo príncipe Paul Anton Esterházy, como mestre de capela assistente. Em 1766, tornou-se o titular do cargo, com a morte de seu antecessor. Impressionado pelas obras do Mozart, por volta de 1781 Haydn inicia uma sólida amizade com o jovem gênio.

Nesta época, Haydn parou de compor óperas e concertos - precisamente os dois gêneros em que Mozart mais se destacou. Mozart, em contrapartida, escreveu seis quartetos dedicados a Haydn. A vida de Haydn tomaria um novo rumo no ano de 1790. Com a morte do príncipe Nicolau Esterházy, que foi sucedido por um outro que não gostava de música, Haydn pôde aceitar a oferta do empresário alemão Johann Peter Salomon, para ir à Inglaterra e reger suas novas sinfonias com uma grande orquestra. A viagem foi um sucesso. Musicalmente, as visitas renderam algumas das mais famosas obras de Haydn, conhecidas como as “Sinfonias Salomon” ou “Sinfonias de Londres”.

Quase a ponto de tornar-se um cidadão inglês, o músico decidiu voltar para Viena, onde construiu uma casa e dedicou-se à composição de grandes obras religiosas para coro e orquestra. Entre elas estão as seis missas dedicadas à família Eszterházy, cujo príncipe era novamente inclinado à música. A partir de 1802, Haydn dá sinais de debilidade física e fica impossibilitado de compor. Isso o deprimiu, porque novas inspirações lhe acometiam a todo instante. O compositor foi amparado por seus empregados e recebeu muitos visitantes e honras públicas durante esse tempo. Faleceu em 1809, após a tomada de Viena pelo exército francês de Napoleão Bonaparte.


Wolfgang Amadeus Mozart

O gênio austríaco, Wolfgang Amadeus Mozart, nasceu em Salzburg em 1756 e foi um fenômeno durante toda sua vida, seu gênero era o Classicismo. Aos cinco anos Mozart já compunha minuetos e outras peças pequenas. Mesmo tendo uma vida totalmente movimentada, aos 12 anos Mozart já era um compositor de altíssima qualidade, seus "métodos" de composição, no entanto, eram um tanto quanto diferentes.

Por ter tido uma vida cheia de viagens, Mozart criou uma maneira de compor só sua: primeiro ele criava a música em sua cabeça, até em seus menores detalhes, enquanto fazia outras coisas. Depois, logo que tinha a oportunidade de sentar-se em frente a uma partitura em branco, escrevia a música que trazia em sua cabeça com tal fervor e rapidez que não houve quem não tivesse ficado impressionado com tamanha força criadora. Mozart, a respeito de sua criação musical, sempre se viu como um grande compositor de óperas.

Suas criações operísticas como Don Giovanni, Flauta Mágica e outras eram suas obras favoritas. Entre as obras de Mozart estão 41 sinfonias; 27 concertos para piano; cinco concertos para violino; quatro concertos para trompas; um concerto para flauta; um para oboé; um para clarineta; um para fagote; uma sinfonia concertante para violino, viola e orquestra; sinfonia concertante para quatro instrumentos de sopro e orquestra; um concerto para dois pianos; um concerto para três pianos; um concerto para flauta e harpa; concerto para dois violinos; 17 divertimentos, treze serenatas, mais de cem minuetos, gavotas, marchas e outras peças para dança, frequentemente agrupadas em conjuntos de seis.

A maior parte das sinfonias escritas por Mozart foi composta como música de entretenimento, um contraponto alegre aos divertimentos e serenatas. Da música vocal composta por Mozart, fazem parte 19 missas (incluindo o Réquiem); 4 cantatas; vésperas e uma dezena de obras corais e orquestrais menores; 24 óperas e outras obras para o palco (incluindo, "Idomeneo", "O Rapto do Serralho", "As Bodas de Fígaro", "Cosi Fan Tutte", "Don Giovanni" e "A Flauta Mágica"); 12 árias de concerto, a cantata Exultante, Jubilate e um punhado de peças menores para voz solista e orquestra; 50 canções para voz e piano.


Sergei Rachmaninoff

Rachmaninoff é tido como um dos pianistas mais influentes do Século XX. Seus trejeitos técnicos e rítmicos são lendários, e suas mãos largas eram capazes de cobrir um intervalo de uma 13ª no teclado. Ele também possuía a habilidade de executar composições complexas à primeira audição. Muitas gravações foram feitas pela Victor Talking Machine Company, com Rachmaninoff executando composições próprias ou de repertórios populares.

De fato, não apenas os trabalhos de Rachmaninoff tornaram-se parte do repertório padrão, mas sua popularidade tanto entre músicos quanto entre ouvintes vem, no mínimo, crescendo desde a segunda metade do Século XX, com algumas de suas sinfonias e trabalhos orquestrais, canções e músicas de coral sendo reconhecidas como obras-primas ao lado dos trabalhos para piano, mais populares.

Suas composições incluem, dentre várias outras: quatro concertos para piano; a famosa Rapsódia sobre um tema de Paganini; três sinfonias; duas sonatas para piano; três óperas; uma sinfonia para coral (The Bells, ou Os Sinos, baseado no poema de Edgar Allan Poe); vinte e quatro prelúdios (incluindo o famoso Prelúdio em Dó Sustenido Menor); dezessete études; muitas canções, sendo as mais famosas a V molchanyi nochi taynoi (No Silêncio da Noite), Lilacs e a sem-letra Vocalise; e o último de seus trabalhos, as Danças Sinfônicas. A maioria de suas peças é carregada de melancolia, um estilo romântico tardio lembrando Tchaikovsky, embora apareçam fortes influências de Chopin e Liszt.


Piotr Litch Tchaikovsky

Piotr Ilitch Tchaikovsky, foi um compositor romântico russo que compôs géneros como sinfonias, concertos, óperas, ballets, para música de câmara e obras para coro para liturgias da Igreja Ortodoxa Russa. Algumas das suas obras encontram-se entre as mais populares do repertório erudito.

Este foi o primeiro compositor russo a conquistar fama internacional, tendo sido maestro convidado no final da sua carreira pelos Estados Unidos e Europa. Embora não faça parte do chamado Grupo dos Cinco (Mussorgsky, César Cui, Rimsky - Korsakov, Balakirev e Borodin) composto por compositores nacionalistas russos, a sua música tornou-se conhecida e admirada pelo seu carácter distintamente russo, bem como pelas suas ricas harmonias e vivas melodias.

As suas obras, no entanto, foram muito mais ocidentalizadas que as de seus compatriotas, uma vez que utilizava elementos internacionais em simultâneo com melodias populares nacionalistas russas. Suas duas obras mais conhecidas são "O lago dos cisnes" e "O quebra nozes".


Johann Sebastian Bach

Johann Sebastian Bach (1685-1750)foi um compositor, cravista, Kapellmeister, regente, organista, professor, violinista e violista oriundo do Sacro Império Romano-Germânico, atual Alemanha. Nascido numa família de longa tradição musical, cedo mostrou possuir talento e logo tornou-se um músico completo. Estudante incansável, adquiriu um vasto conhecimento da música europeia de sua época e das gerações anteriores. Desempenhou vários cargos em cortes e igrejas alemãs, mas suas funções mais destacadas foram a de Kantorda Igreja de São Tomás e Diretor Musical da cidade de Leipzig, onde desenvolveu a parte final e mais importante de sua carreira.

Absorvendo inicialmente o grande repertório de música contrapontística germânica como base de seu estilo, recebeu mais tarde a influência italiana e francesa, através das quais sua obra se enriqueceu e transformou, realizando uma síntese original de uma multiplicidade de tendências. Praticou quase todos os gêneros musicais conhecidos em seu tempo, com a notável exceção da ópera, embora suas cantatas maduras revelem bastante influência desta que foi uma das formas mais populares do período Barroco. Sua habilidade ao órgão e ao cravo foi amplamente reconhecida enquanto viveu e se tornou lendária, sendo considerado o maior virtuoso de sua geração e um especialista na construção de órgãos.

Também tinha grandes qualidades como maestro, cantor, professor e violinista, mas como compositor seu mérito só recebeu aprovação limitada e nunca foi exatamente popular, ainda que vários críticos que o conheceram o louvassem como grande. A maior parte de sua música caiu no esquecimento após sua morte, mas sua recuperação iniciou no século XIX e desde então seu prestígio não cessou de crescer.

Na apreciação contemporânea Bach é tido como o maior nome da música barroca, e muitos o veem como o maior compositor de todos os tempos, deixando muitas obras que constituem a consumação de seu gênero. Entre suas peças mais conhecidas e importantes estão os Concertos de Brandemburgo, o Cravo Bem-Temperado, as Sonatas e Partitas para violino solo, a Missa em Si Menor, a Tocata e Fuga em Ré Menor, a Paixão segundo São Mateus, a Oferenda Musical, a Arte da Fuga e várias de suas cantatas.


Johannes Brahms

Muitos dizem que Johannes Brahms dominou, junto a Richard Wagner, a música clássica da segunda metade do século 19. Um dos maiores nomes da cultura alemã, o compositor dedicou-se a quase todos os gêneros --exceto ópera e balé-- por meio do que acreditava ser realmente uma música pura. Talvez por isso seja tão difícil compreendê-lo. O talento do menino era tanto que, com apenas dez anos, realizou o primeiro concerto público com composições de Mozart e Beethoven.

Em 1863, o compositor foi morar em Viena. É na capital austríaca que ele obtém sucesso e dedica-se exclusivamente à composição. O mérito de grande compositor chegou com a estréia do Réquiem alemão, em 1868. Graças a essa obra, foi convidado para dirigir a Sociedade dos Amigos da Música, principal centro artístico da cidade. Brahms ficou à frente da instituição por cerca de três anos (de 1872 a 1875).

Mesmo já consagrado como importante compositor, recebeu o título de "sucessor de Beethoven" com a sua primeira sinfonia, em 1876. Pouco antes de morrer, depois de terminar o Quinteto de cordas op. 111 decidiu parar de compor -- inclusive deixou um testamento preparado. No entanto, voltou rapidamente à rotina de músico e escreveu inúmeras obras de câmara para clarinete. Brahms dedicou grande parte de sua obra ao piano, principalmente na juventude e na velhice.

As obras juvenis, como as três sonatas (em Fá Sustenido Maior, Dó Maior e Fá Menor), são vigorosas e apaixonadas, superabundantes em termos temáticos. Música orquestral. Brahms levou relativamente um longo tempo para compor suas obras orquestrais: apenas na sua fase madura é que o gênero é explorado em peças de fôlego. Sua primeira obra-prima no campo é o majestoso Concerto para Piano n.º 1, que tem um caráter quase de sinfonia. As duas serenatas, opus 11 e 16, são bem mais leves e têm um sabor clássico.


Richard Georg Straus

Richard Georg Straus (1864-1949) foi um compositor e maestro alemão. É considerado como um dos mais destacados representantes da música entre o final da Era Romântica e a primeira metade do século XX. É conhecido por suas óperas, sobretudo Der Rosenkavalier e Salomé por suas lieder, especialmente Quatro Últimas Canções (Vier letzte Lieder), por seus poemas sinfônicos, como Till Eulenspiegels lustige Streiche, Also sprach Zarathustra, Morte e Transfiguração (Tod und Verklärung).

Uma Sinfonia Alpina (Eine Alpensinfonie) e grandes obras orquestrais, como Metamorphosen, geralmente interpretada como uma meditação sobre a bestialidade da guerra - diante da Alemanha devastada pela guerra, da destruição de Munique e de lugares muito caros ao compositor, como a Ópera da sua cidade, onde ele atuara como principal maestro, entre 1894 e 1896. Straus se notabilizou como maestro na Alemanha e na Áustria. Com Gustav Mahler, é um dos principais representantes do Romantismo alemão tardio, depois de Richard Wagner.


Ludwig Van Beethoven

Seu gênero era a transição do classicismo para o romantismo. A importância de Beethoven transcende em muito questões puramente estéticas ou técnicas referentes às composições. É no seio das relações do meio musical que o compositor crava sua mais definitiva contribuição. Foram nas primeiras décadas do século XIX. Como um profeta, estabelece novas leis que são o fundamento das práticas de funcionamento deste campo, tornando-se referência nas práticas sociais de seus integrantes. Como o sociólogo nos mostra, a invenção do artista moderno, aquele indiferente às objeções políticas e morais e que conhece como norma de conduta somente as leis internas do seu campo, encontrou na construção da personagem de Beethoven seu paradigma.

É profundamente difundida a imagem beethoveniana do artista independente, revolucionário, genial e intempestivo. Essa imagem surge como uma referência sagrada aos objetivos e comportamentos do músico no século XIX. Ser compositor é buscar agir artisticamente como Beethoven, ser um músico consagrado é autoproclamar-se seu herdeiro. Compositores de correntes tão opostas quanto Brahms ou Wagner duelarão pela legitimidade de sua obra tendo como argumento Beethoven e, mais importante: jogados à livre concorrência estabelecida num campo onde a luta pela legitimidade e reconhecimento é disputada pelos membros internos do campo com suas instituições consagradoras (salas de ópera e concerto, críticos musicais, estetas...), irão duelar por sua concepção do que é Beethoven e, por conta disto, o que é arte.

Esta luta por emancipar o artista de suas necessidades mundanas encontra em Beethoven um porta-voz. Se antes era natural o músico se submeter às práticas e necessidades mundanas, progressivamente vai se transformando num peso, numa mancha para a vida do artista. Basta lembrar como exemplo que o capítulo das memórias de Berlioz, no qual ele narra que em parte a necessidade financeira o levou à carreira jornalística, possui um título em tom trágico e lamentoso: "Fatalidade. Tornei-me crítico". Este foi o trunfo de Beethoven. Mesmo que outros compositores antes dele tivessem internamente a noção de sua própria "genialidade" e alimentassem internamente o desejo de um reconhecimento da sua arte enquanto arte e da sua importância social superior, nada puderam fazer em um mundo dominado por outras ideologias. Norbert Elias, em sua breve e inacabada biografia social de Mozart, mostra como essa questão foi o centro de sua tragédia pessoal.

Afinal, como lembra Bourdieu, "práticas regular e duradouramente isentas das sujeições indiretas dos poderes temporais são possíveis apenas se podem encontrar seu princípio não nas inclinações oscilantes do humor ou nas revoluções voluntárias da moralidade, mas na própria necessidade de um universo social que tem por lei fundamental a independência com relação aos poderes econômicos e políticos", somente se a lei específica que constitui a ordem artística "encontrar-se instituído a um só tempo nas estruturas objetivas de um universo socialmente regulado e nas estruturas mentais daqueles que o habitam" (1996, p. 78). Sem essa condição, Beethoven não atingiria o que atingiu.

Alimentando um campo em busca de uma profecia que o sustente e sendo alimentado por ele, Beethoven pôde assumir o papel central na cultura musical moderna. À parte as capacidades inerentes que possuía, foi necessário a construção ideológica da sua figura num momento crucial da cultura e da história social como um todo. A história da humanidade, felizmente, está cheia de grandes compositores. Alguns produziram muito, alguns nem tanto, mas todos enriqueceram nossas vidas com sua maravilhosa música. De Bach a Strauss, do piano ao violino, da ópera ao hino religioso – suas composições comoveram o mundo.


Composições Clássicas Mais Influentes no Mundo

· Bach


· Brahms


· Beethoven


· Boccherini


· Chopin


· Dvořák


· Gershwin


· Grieg


· Handel


· Mozart


· Mascagni


· Morricone


· Des Prez


· De Falla


· Offenbach


· Ponchielli


· Paganini


· Respighi


· Rachmaninoff


· Prokofiev


· Schubert


· Verdi (Rigoletto)


· Strauss