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sexta-feira, 12 de maio de 2017

RESENHA DO SHOW DO RICARDO CONFESSORI - 2017

Como boa apreciadora de rock n roll desde que me entendo por gente, sempre que posso procuro comparecer aos shows, nacionais principalmente, para prestigiar, me divertir encontrando amigos, bater um papo e claro ouvir boa música.

No dia 30 de abril de 2017 as 23:00 horas, no Manifesto Bar foi uma dessas noites memoráveis, véspera de feriado. Sai de casa muito ansiosa para ouvir a banda do Ricardo Confessori que iria tocar sucessos do Shaman e Angra bandas das quais ele já fez parte com participação do Rafael Bittencourt guitarrista do Angra e Edu Falaschi ex vocalista do Angra e atualmente no Almah.

A banda do Confessori já está atuando algum tempo tocando esses sucessos, mas eu até então, não tinha tido oportunidade de comparecer em nenhum show, então tudo seria novidade a formação da banda e atuação no palco.

A meia noite e meia a banda sobe ao palco sob uma música de introdução instrumental, e vão se posicionando a ansiedade aumenta, pois, alguns instantes antes do show tive acesso ao set list e enquanto a música tocava já estava com vontade de puxar o coro “começa”.


Estava ansiosa também para ouvir o vocalista da banda, pois cantar músicas gravadas por Andre Matos não é lá muito fácil, seja pelas notas agudas e super altas, ou pela própria performance dele em palco. Saindo do devaneio desse pensamento escuto os primeiros acordes de ‘Here I Am’ – “Ritual” (Shaman) rif marcante e esmagador da guitarra de Affonso Jr a batida cadenciada da bateria de Confessori, me transportou para a gravação deste DVD ao vivo do Shaman há 14 anos. Executada com perfeição, no baixo de Fabio Carito e Thiago Oliveira na guitarra a música é velocíssima, mas conta com partes de piano, voz e violino, que infelizmente não tínhamos todo esse cenário. E eis que ouço então as primeiras notas cantadas por Alax William que colocou toda sua própria performance na maneira de cantar não deixando nada a desejar, e que voz!


Logo em seguida, ainda admirada com a banda e pensando - ‘Nossa como eu pude vim perdendo estes shows? ’ começa a tocar ‘For Tomorrow’ - “Ritual” (Shaman) violãozinho juntamente com a flauta peruana (a flauta de pã ou flauta de pan é um instrumento musical, e o nome genérico dado a instrumentos musicais constituídos por um conjunto de tubos fechados numa extremidade, ligados uns aos outros em feixe ou lado a lado foram denominadas "pã" por associação ao deus grego ). Sempre que ouço essa introdução é muito difícil ficar parada, fiz um esforço sobre-humano para me concentrar apenas em assistir e fazer esta resenha.







Depois da entrada rasgada da guitarra do Affonso com as batidas da bateria e o restante da banda, em junção com a voz de Alax que a essa altura eu já estava encantada em vê-lo cantar, como se não precisasse fazer esforço, começam alguns 'bends' (é uma técnica utilizada na guitarra na qual levanta-se ou abaixa-se a corda do instrumento para chegar em outra nota) o maravilhoso refrão dessa canção leva a todos no Manifesto acompanhar a banda em coro.

A próxima música, é a que mais gosto do Shaman meu coração dispara quando escuto a introdução de “Time Will Come” - “Ritual” (Shaman) simplesmente perdi a noção e comecei a cantar junto com a banda, nesse momento percebo como o vocalista tem potencial, pois essa música exige muito de qualquer cantor é muito alta e cheia de técnicas, a batida da bateria está perfeita, depois da gravação do DVD do Shaman essa foi a segunda vez que vi o Confessori executa-la e juro, deu vontade de invadir o palco e agradecer o Manifesto inteiro cantando junto o refrão delicioso dessa música foi de emocionar qualquer um.






E quando penso que não podia melhorar... me engano ao ouvir ‘Fairy Tale’- “Ritual” (Shaman), surpreendida pela voz de Alax novamente queria subir ao palco agora, para agradecer á ele, a balada do ‘Ritual’ o canto gregoriano, a letra deslumbrante, o refrão, executada com magnitude a banda mostra total entrosamento descontração não parecem estar fazendo um show e sim tocando para amigos como se isso fosse muito fácil.

Quando começa a tocar ‘Blind Spell’ - “Ritual (Shaman), é que se entende a denominação de “metal melódico” pois a letra é puro amor eu chamo de a canção sertaneja do metal, eu particularmente trocaria fácil por ‘Distant Thunder’ -“Ritual” (Shaman), não desgosto é apenas a minha opinião pessoal, do set list que diga-se de passagem estava perfeito.

Chega então a vez de ‘Pride’ -“Ritual” (Shaman) canção essa que no DVD ao vivo Andre Matos canta ao lado de ninguém menos que Tobias Sammet (Avantasia/Edguy), muito bem lembrado por Alax antes de interpreta-la incendeia novamente o Manifesto o público delira e canta em plenos pulmões. ‘Inoccence’ – “Reason” (Shaman) chega para acalmar os ânimos é uma música para ser apreciada, é cantada divinamente o refrão mexe com as emoções, vejo muitos rostos olhando admirados para o palco enquanto a banda toca como se cada um tivesse divagando enquanto Alax canta, e como canta... canta muito, novamente surpreendida porque essa música tem um grau de dificuldade extra pois as notas vão crescendo e o tom subindo a cada estrofe, mas tudo sai em perfeita sintonia que é notável da banda, o entrosamento vejo como eles apenas se olham se divertem enquanto proporcionam um espetáculo, mesmo do palco fazem poses pra inúmeras fotos que a plateia não cansa de tirar, e filmar, rostos satisfeitos aprovação da plateia 100%. A banda então anuncia um intervalo e pede para o público aguardar que os convidados anunciados Edu e Rafael já estão presentes e todos reagem positivamente aplaudindo muito.






Durante o intervalo dei uma circulada pela casa e pude observar a enorme fila que se formava para tirar foto com Rafael Bittencourt, no stand montado para venda de produtos da sua loja (camisetas, revistas, cervejas, DVD’s, CD’s etc eram oferecidos), Edu Falaschi também tirava fotos ali perto, e os integrantes da banda do Confessori circulava atendendo a todos que os abordavam, todos sem exceção muitos simpáticos e atenciosos. 

Aproximadamente quarenta minutos de mais expectativas a banda retorna ao palco, e o vocalista anuncia Falaschi, que demora um pouco a chegar ao palco, assim que ele sobe é cumprimentado por todos, ovacionado pelo público, sorrindo como sempre, assume os vocais, esbanjando a velha simpatia de sempre, percebo que ele pede pra subir o som do microfone e começam a tocar ‘2 Minutes To Midnight’ – “ Powerslave” (Iron Maiden) e volta a incendiar a galera que canta junto.

Para mim a bateria é o coração da banda e estava com as batidas a todo vapor impecável a performance de Ricardo Confessori admirável vê-lo tocar com tanto vigor que saudades que eu estava e vê-lo mandar tão bem, me fez lembrar porque sou tão apaixonada pelo Shaman.

O solo de Affonso Jr na guitarra é de deixar o queixo cair, acompanhado de Thiago Oliveira na outra guitarra, e Fabio Carito no baixo, os agudos de Edu também não deixaram a desejar e daí se entende porque ele foi a escolha a substituir Andre Matos no Angra, ótima forma, fiquei curiosa para conferir o próximo show do Almah sua nova banda.






Bittencourt é anunciado e sobe ao palco aclamado prontamente pela plateia que ansiava vê-lo, após breves cumprimentos entre todos começam a tocar ‘Nova Era’ – “Rebirth” (Angra), sim com três guitarristas ao palco o público vai a loucura (saindo um pouco do script pois essa música nem estava no set list, mas quem achou ruim? Ninguém né, pode apostar não vi ninguém sem cantar junto com toda a banda, improvisos inesperados assim, são excelentes podem continuar, façam sempre, tocar algo que não está no set ou uma formação inesperada). A dupla Falaschi e Bittencourt juntamente com Confessori e sua banda erguem a galera o refrão virou uma só voz com todos cantando junto banda e plateia lindo se se ver.

Após muitos aplausos e agradecimentos à sua participação Edu Falaschi deixa o palco, mesmo com a galera pedindo bis e muitos outros sucessos do Angra.

Rafael se posiciona e para minha surpresa o set é invertido e começam a tocar ‘Intro – Nothing To Say’ – “Holy Land” (Angra) particularmente gosto muito dessa canção justamente pela energia que ela traz, a introdução de guitarra e bateria é um conjunto delicioso de se ouvir, as bangeadas da banda em conjunto ou separadamente faz o público bangear junto cantar pular é muito enérgica, o coro do refrão faz todos soltarem a voz.

Eis que a segunda música esperada (por mim) do set ‘Make Believe’ - “Holy Land” (Angra) se inicia a balada mais perfeita (aquela que você respeita pela grandiosidade da composição, arranjo, o melhor falsete de todas as musicas), hora de dar aquela acalmada no espirito, Bittencourt inicia tocando e cantando Alax retorna ao palco e também finaliza cantando, nesse momento eu que não sou muito fã de ver essa música cantada por outra pessoa que não seja o Andre, admito fiquei maravilhada com a performance, reconheço foi executada com maestria.






Bittencourt com sorriso nos lábios, também deixa o palco agradecendo a oportunidade de fazer parte da festa muito aplaudido pelo público feliz, em vê-lo em ação, a banda agradece sua participação assim como a de Falaschi e retomam o set com a linda “Silence And Distance’ -“Holy Land” (Angra) Tem o início lento apenas com um piano ao fundo, repentinamente ela ganha peso e um vocal mais agressivo que Alax faz com muito vigor levantando a galera mais uma vez.

E chega a vez da deliciosa ‘Lisbon’ – “Fireworks” (Angra) é uma música mais calma, a introdução com a batida da bateria é maravilhosa tendo em seu refrão um forte peso das guitarras, a mesma termina com um lindo solo de guitarra, todos erguem os braços a pedido da banda e batem palmas em conjunto.

Passando a bola pra ‘Angels Cry’ – “Angels Cry” (Angra), tem uma grande parte instrumental, muito boa por sinal, também traz uma obra de músicos eruditos, apesar da bateria ficar evidente nessa musica eu acho o começo dela meio chato começo agostar dela na segunda parte, mesmo com o peso inicial e marcante da guitarra não sou muito fã do início.

Então Ricardo Confessori nos presenteia com seu solo de quase cinco minutos dos deleitando com a batida forte, do coração da banda e ao termino arremessa suas baquetas para plateia que pula para pegar.






A banda aproveita para dar uma respirada e logo volta a se posicionar para o bis, e tocar ‘Intro - Carry On” -“Angels Cry” (Angra) a clássica e mais famosa canção, é quase impossível conhecer alguém que não conheça ou goste desta música. Após a introdução, a velocidade, melodia e empolgação invadem o ambiente.

Êxtase total e chega a hora da última música tocada ‘Turn Away’ - “Reason” (Shaman) a cação de riffs mais diretos afinação mais baixa (interpretada por Andre Matos) interpretação mais rasgada na voz de Alax soa agradabilíssima aos ouvidos. 

Assim se encerra o show a banda muito aplaudida pelo público que me pareceu bem satisfeito, pelos comentários que pude ouvir, enquanto circulava e cumprimentava alguns amigos, e a banda, pelo espetáculo, ate pedido de casamento rolo inusitado, importante que a noiva aceitou e divertiu a galera.

Fui tietar Ricardo Confessori e Rafael Bittencourt (Edu Falaschi eu já tinha tietado quando ele chegou ao Manifesto e fui bem recebida por ele) com muita simpatia posaram para fotos e receberam meus aplausos.






Apresentada ao vocalista Alax William conversamos muito sobre todo o show e tudo que rolou, saímos do Manifesto Bar quase oito horas da manhã, de tão bom que estava o papo (sei que foi só o primeiro de muitos), pude conhecer um pouco mais sobre sua trajetória e história de vida e carreira, fui apresentada também a sua esposa Viviane ao seu amigo Herbert e assim ficamos ali a perder a hora de ir embora com Lirian Beretta e Lênin Zanovelli que me fizeram companhia na hora do show só tenho a agradecer, e ao Dener Ariani que concede as fotos para essa resenha.

Agradeço a oportunidade de a cada show conhecer pessoas que fazem a diferença e acrescentam algo de especial a minha trajetória devida, me inspirando a escrever.

Ao Ricardo Confessori fica minha gratidão, admiração e aplausos pela formação e escolha dos músicos competentes que escolheu para montar esse time, fazendo um espetáculo para não ser esquecido, como essa noite memorável, irei com certeza em mais apresentações sempre que possível prestigiar.


Set List 
Here I Am 
For Tomorrow
Time Will Come
Fairy Tale
Blind Spell
Pride
Inoccence
2 Minutes To Midnight
Nova Era
Intro – Nothing To Say
Make Believe
Silence And Distance
Lisbon
Angels Cry
Intro - Carry On
Turn Away


Agradecimentos

Alax William obrigada pelo carinho que me recebeu e abriu um pouco da sua intimidade (Viu? Não judiei/bati em você na resenha).

Viviane Monteiro – vocalista da Murphy Monkeys (simplicidade e carisma maior não existe).

Herbert Loureiro (pelas hilárias historias).

Lênin, Lirian e Dener pela companhia.

Andre Souza (gerente do Manifesto Bar) pelo credenciamento e carinho de sempre.

Fotos: Dener Ariani





quinta-feira, 11 de maio de 2017

RESENHA DO SHOW DO VIPER E SKYSCRAPER VIPER DAY - 2017

Há três anos oficialmente, todo dia 08/04 é dia de que? 

“Viper Day”

Uma vez por ano nesta data fãs amigos e a banda comemoram o aniversário do seu primeiro show, em função do show nos anos 80 no Lira Paulistana. Porém, não se trata de um show, mas de uma festa na qual a banda convida os amigos que contribuíram de alguma forma com a banda, seja por influencias ex integrantes historias e etc. E o tema deste ano foi comemoração os 25 anos do disco ‘Evolution’.

Infelizmente é impossível reunir todos que já passaram pela banda, e lá se vão 32 anos de Viper. Foram mais de 20 músicos celebrando a obra prima chamada ‘Evolution’, eu mais uma vez estive por lá para prestigiar, comemorar, curtir e contar para vocês como foi o Viper Day 2017.

A abertura do espetáculo ficou a cargo da banda Skycraper banda paulistana de Power Metal bastante conhecida dos anos 90 e que há vinte anos andava afastada dos palcos.

Para conhecer a banda acesse: https://www.facebook.com/skyscraperbanda/?fref=ts #recomendo

Pontualmente a meia-noite, após introdução, Ivan Martins (vocal) (nota pessoal: diga-se de passagem, canta muito), Marcos “Naza” (guitarra) ex-Twilight e Flávio Souza Jr. (guitarra), Eduga Gioielli (baixo) e Fábio Elsas (bateria) ex-Henceforth (banda essa que já teve Dani Matos nos vocais, irmão de Andre Matos um dos fundadores e principais vocais ao lado de Pit Passarel no Viper), Wardeath e Firebox, iniciaram com a melódica "Happier Than I Am", "T.V.lization" (2003). O riff pesado e o andamento cadenciado inicial que vieram a seguir revelaram "Great Dead Singer". Abriram os trabalhos da noite com excelência, fez todo o Manifesto Bar cantar junto, seguiram tocando músicas próprias.


Esse 8 de abril de 2017 foi realmente especial, pois, assim como o Viper, foi nessa data que, coincidentemente, o Skyscraper também realizou o seu primeiro show, conforme contou Martins após a execução de "Vulture". Novo na banda, o vocalista brincou ao dizer que em 1990 ele nem era nascido. Após o cover do ‘Helloween’ – “A Little Time do “, foi a vez de outra nova, a contagiante "The Truth", que mostrou certa similaridade com o Queensrÿche. Ao final dessa Naza pediu a palavra e ressaltou que o Skyscraper estava comemorando vinte e sete anos de sua estreia em um palco.

Ele comentou que no primeiro show os irmãos Passarell estavam na plateia – no dia, Pit subiu para cantar "Prelude to Oblivion" (Viper) com o Skyscraper. Emocionado, o guitarrista também falou que o Viper sempre ajudou o Skyscraper e que novamente estava dando uma força, abrindo espaço para a sua banda fazer esse primeiro show da volta.


Após agradecer os atuais e os antigos membros do Viper e ouvir o público gritar o nome do Skyscraper, Naza informou que a próxima música do set, "Captain Frog", do EP "Live" (1994), foi feita em parceria com Val Santos, que passou diversas vezes pelo Viper, tocando vários instrumentos.

Felizes com o retorno os fãs cantavam cada música, mas todos vibraram mesmo, quando Martins revelou que a banda está gravando seu segundo álbum e que a próxima música a ser tocada, "From Above", era uma das novas. O que deu para perceber através dessa é que apesar do longo tempo que ficou parado o Skyscraper não se distanciou de suas raízes sonoras (o show estava excelente e eu que não conhecia a banda me tornava fã a cada canção).


Antes da última, Naza contou que na turnê de "Theatre of Fate" (1989) o Viper estava tocando uma música chamada "Crime" (que só foi gravada no EP "Vipera Sapiens", de 1993), que era o ponto alto do set. Como ele não podia gravá-la, já que ainda não existiam celulares no Brasil, voltou para casa cantando-a por todo o caminho para decora-la. Assim, plagiando intencionalmente o Viper, Naza compôs sua primeira música, "Hero", que foi gravada na primeira demo do Skyscraper, datada de 1990. E foi com ela que o grupo encerrou sua apresentação no "Viper Day", sendo bastante aplaudido, enquanto o tema da saga "Star Wars" rolava nas caixas de som.

O Skyscraper foi excelente escolha em função da sua qualidade e forte influência do Viper e com muita energia e disposição a banda deixa o palco e a ansiedade em todos que aguardavam para ver o Viper em ação, mais uma vez.

Você pode conferir um pouco da energia da Skyscraper e da festa neste vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=xaq8Rd9Mgxc


SKYSCRAPER – Setlist:
Happier Than I Am
Great Dead Singer
From Above
Vulture
Little Time
The Truth
Captain Frog
Hero

Dez minutos após o Skyscraper deixar o palco, no telão do Manifesto Bar começam projeções que a pedido do Viper em sua página oficial do Facebook, fãs, músicos e amigos da banda comentaram a importância de "Evolution" em suas vidas. O álbum foi gravado na Alemanha e teve lançamento mundial. Impulsionado pelos clipes das músicas "Evolution", "Rebel Maniac" e "Dead Light", que na época figuravam na programação da MTV brasileira, por shows de grande porte no Brasil, como o da abertura para o Metallica em 1993 e o da primeira edição do festival "Monsters Of Rock" em 1994, e por turnês realizadas na Europa e no Japão, “Evolution” acabou se tornando o álbum mais vendido do Viper até hoje.

O sucesso foi tanto que o show realizado em 18 de junho de 1993 no Club Cittá de Kawasaki foi registrado no disco "Live Maniacs In Japan". Com esse material o Viper entrou para a história por ter sido a primeira banda brasileira a gravar um disco ao vivo no Japão.

Após a exibição de inúmeros depoimentos de fãs e músicos, o radialista Beto Peninha (o lendário Capitão de Aço, que apresentava o programa Sessão Rocambole na famosa e extinta 97 FM, a primeira emissora de rádio paulista, mas que se autointitulada como sendo "a primeira rádio rock do país",) entra no palco e comenta que tocou a primeira demo da banda no rádio nos anos 80 e que muitos ouvintes ligaram perguntando se realmente era uma banda brasileira.


‘Sim... Era uma banda brasileira e de meninos de 14 a 18 anos! Mas o talento já estava lá. ’

A banda entrou tocando "Coming from the Inside", justamente a música que abre "Evolution". Da formação que o gravou, apenas Felipe Machado, que trajava uma regata com a imagem de uma das caveiras ciclistas da capa do disco, estava no palco, sendo acompanhado pelos integrantes atuais, Hugo Mariutti (guitarra) e Guilherme Martin (bateria), e também pelo baixista Roberto Gutierrez (Hollowmind) - que participou do seu álbum, "FM Solo" (2015) - e pelo tarimbado e talentoso vocalista Leandro Caçoilo (Hardshine, Seventh Seal, ex-Eterna e várias outras), que substituía Andre Matos (que infelizmente estava fora do país, não comparecendo ao Viper Day deste ano). O clima era de festa, tanto que Pit Passarell, que assumiu o vocal principal da banda no disco "Evolution", não aguentou esperar e antecipou sua entrada no decorrer da música de abertura, agitando e participando dos backing vocals. A partir daí ele ficou com o microfone em "Dance of Madness" e na própria "Evolution" e o devolveu para Caçoilo em de "The Shelter".






Nós sabemos perfeitamente que Pit Passarell é um dos melhores compositores do Brasil, e que escreveu a maioria das músicas do Viper e hits de várias outras bandas, como por exemplo, Capital Inicial (O Mundo, Depois da Meia Noite e várias outras). Pit é um gênio que sabe como poucos compor canções em vários estilos diferentes! Mas a dobradinha The Shelter, composta por Felipe Machado e Dead Light, composta por Yves Passarell, hoje no Capital Inicial, lembrou que Pit não era o único bom compositor da banda.

Como foi divulgado previamente, diversos músicos participariam do show do Viper. Porém, outro que não pôde estar presente foi o ex-guitarrista Yves Passarell, que estava tocando com o Capital Inicial em outra cidade. Mas ele deixou sua mensagem no vídeo mostrado antes do show. Dos que compareceram, os primeiros a serem chamados ao palco foram o irmão de Felipe, o baixista Nando Machado (ToyShop, Exhort), e o saudado baterista Renato Graccia, que fez sua estreia na banda em estúdio exatamente em "Evolution", ambos participaram em "Dead Light". Ao final dessa Graccia se despediu e passou o posto para Sérgio Facci (V Project, Volkana, Vulcano e Vodu), que sentou o braço em "To Live Again", do único álbum que gravou com o Viper, "Theatre of Fate" (1989). To Live Again, que contou com a performance inspirada de Leandro Caiçolo ele tem uma agressividade natural na voz, que em alguns momentos lembra Savatage, mas nessa música ele soou como uma mistura de André Matos com Bruce Dickinson uma interpretação realmente marcante.






Para cantar a balada "The Spreading Soul", Pit – que não tocou baixo no show - chamou ao palco a esposa de Martin, Natacha Cersosimo, a competente vocalista a vocalista do ToyShop e já cantou essa música em outros shows do Viper. A sua voz combina com a música e acaba trazendo um novo clima, afinal, a banda teve vários vocalistas, mas em nenhum dos seus CDs há uma voz feminina, e uma fã que gravou depoimento no vídeo. Na sequência, o Viper que era o homenageado da noite, resolveu também prestar homenagem a outras duas lendárias bandas nacionais: A Chave do Sol e Centúrias. Para a primeira contou com a presença do guitarrista Rubens Gioia em "Luz" e "Um Minuto Além" e para a segunda com o baterista Paulão Thomas (Kamboja, ex-Centúrias, Baranga, Firebox, Korzus, Proposital Noise, Cheap Tequila, Patrulha do Espaço, Harppia etc) em "Portas Negras". O também experiente André Gois do Vodu mandou bem cantando as duas últimas músicas mencionadas.

Além das histórias que iam sendo contadas pelos músicos, era legal observar no telão imagens de shows, de clipes e das capas dos álbuns do Viper e também das bandas de alguns dos convidados. Uma das músicas mais aguardadas era "Rebel Maniac" e foi com esse hit que Passarell, Machado, Mariutti, Gutierrez e Martin incendiaram o Manifesto Bar e encerraram a primeira parte do show, que foi dividido em duas partes.

Assim que todos deixaram o palco, o telão exibiu o vídeo ao vivo de "Living for the Night" cantada por Ricardo Bocci (Rei Lagarto), que gravou apenas o último álbum de estúdio do Viper, "All my Life", que em 2017 completa 10 anos de seu lançamento – ele também não esteve presente no evento.





 
E se o primeiro ato do show foi dedicado à "Evolution", o segundo foi para os demais álbuns da banda – exceto o próprio "All My Life". Assim sendo, vinte minutos depois o Viper retornou ao palco com Caçoilo novamente arrebentando, fazendo bonito nos vocais principais e Pit nos de apoio, e reiniciou o set com "Knights of Destruction", "Soldiers Of Sunrise" (1987). O grupo seguiu tocando diversos hinos de sua carreira e convidando outros músicos. Para "Nightmares", Felipe convocou um amigo de infância da banda, o ex-guitarrista do Chakal, Eduardo "Paulista" Simões, O guitarrista Marcos Klein, virtuose que hoje toca no Ultraje a Rigor, também tocaria nessa música, mas não pode comparecer por problemas familiares.

Já em "Wings of the Evil" foi a vez de Naza, entre várias que também foram tocadas estavam "Coma Rage" e "8 de Abril", dos controversos "Coma Rage" (1995) e "Tem para todo Mundo" (1996), respectivamente. Com imagens do Queen no telão tocando na primeira edição do "Rock In Rio" em 1985, o Viper mandou o cover de "We Will Rock You", que encerra "Evolution". A banda também tocou a minha preferida e imbatível "Living for the Night", que venceu a barreira do tempo, já que mesmo após várias décadas ainda é cantada em uníssono pelo público. Ao final dessa, houve uma tentativa frustrada de a banda tocar as não ensaiadas "Black Magic" (Slayer), "Wrathchild" (Iron Maiden) e "Master of Puppets" (Metallica). Mas os músicos conseguiram levar o hino da donzela de ferro, "The Number of the Beast" - que não estava programado - até o final, depois disso, encerraram a noite com "H.R.", de "Soldiers of Sunrise", com Val Santos assumindo a bateria no decorrer da música.







O Viper Day é uma data que já faz parte do calendário do Rock brasileiro já aguardo Viper Day de 2018. E assim anoite foi encerrada em clima de festa satisfação dever cumprido, os músicos atenderam os fãs após o show dando autógrafos fazendo poses para inúmeras fotos e vem novidade por ai segundo a gravadora Wikimetal anunciou, ainda para o primeiro semestre de 2017, o lançamento de uma edição remasterizada do álbum, contendo as demos da pré-produção, em que as versões de algumas das músicas são diferentes do que as que conhecemos no disco e para comemorar esse lançamento teremos tarde de autógrafos Viper na Woodstock Discos Sábado, 20 de maio às 12:00 Rua Doutor Falcão Filho,155 SP e estarei prestigiando meus amigos dessa tão banda querida.





VIPER – Setlist 1:
Coming from the Inside
Dance of Madness
Evolution
The Shelter
Dead Light
To Live Again
The Spreading Soul
Luz (Cover de A Chave do Sol)
Um Minuto Além (Cover de A Chave do Sol)
Portas Negras (Cover do Centúrias)
Rebel Maniac

Setlist 2:
Knights of Destruction
A Cry from the Edge
Nightmares
Wings of the Evil
Coma Rage
8 de Abril
Prelude to Oblivion
We Will Rock You (Cover do Queen)
Living for the Night
The Number of the Beast (Cover do Iron Maiden)
H.R.



Agradecimentos:
Andre Souza Gerente do Manifesto Bar – Rua Iguatemi, 36C – Itaim – São Paulo, SP
Mais informações: manifestobar.com.br (pelo credenciamento, carinho e apoio).
Artur Diniz – Fotografou o evento para esta resenha.